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Técnicas contábeis são fatores que também agregam transparência às companhias
Além da governança, existem outros fatores colaborando para melhorar as relações corporativas no Brasil. Recente estudo da consultoria Delloite, em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com os Investidores (Ibri), mostra que a implantação das International Financial Reporting Standards (IFRS) - normas obrigatórias na elaboração de relatórios contábeis por empresas nacionais - incidiu positivamente no mercado interno. Conforme o levantamento, 58% dos entrevistados destacaram a ampliação da transparência como consequência da adoção do modelo contábil, auxiliando no esclarecimento na relação com investidores.
O membro do IBGC, Mário Probst explica que o detalhamento possibilitado pelo IFRS vai ao encontro das boas práticas de governança, já que envolve todos os departamentos da empresa na prestação das informações contábeis. "Antes, a contabilidade era um departamento isolado, e hoje as diversas áreas operacionais precisam se preocupar com os critérios", afirma. "O IFRS transferiu para a administração a responsabilidade de escolher as práticas contábeis adequadas, e só isso já cobra mais transparência no que eles vão falar", reforça.
O sócio-fundador da consultoria contábil Coldwell, Ricardo Gimenez, lembra que o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), da Receita Federal, também está trazendo maior transparência às companhias privadas, mas não descarta o papel do IFRS. “Empresas, querendo ou não, estão abertas aos olhos do governo, tendo que implantar práticas mais claras, e o novo regulamento do IFRS auxilia nisso”, argumenta.
O diretor do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri), Luis Fernando Moran de Oliveira, sintetiza que todos esses processos resultam em vantagens para as empresas, que atuam mais bem informadas sobre si mesmas e reduzindo os riscos de suas operações. “Quem está mais preocupado são empresas de capital aberto, e com a governança corporativa, elas conseguem ser melhor apreciadas no mercado; até em questão de prelos, a valorização que elas recebem é maior”, observa.
Veja direto da fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=69106
