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Canal de divulgação:Ticket e gestãoData: 03/12/2011

Recrutando pelas redes sociais

Lembra quando se entregava currículo de papel dentro do envelope? Coisa do passado para a grande parte da população economicamente ativa.

Na última década, as empresas aderiram fortemente ao recrutamento on-line e, cada vez mais, vêm fazendo do recrutamento de novos funcionários por meio das redes sociais uma estratégia essencial.

Do ponto de vista do candidato, saber o como usar as suas contas no Twitter, Facebook, Linkedin etc. é fundamental para que o contratante se interesse por seu perfil e, assim, queria oferecer uma oportunidade para compor o quando de funcionários da empresa.

Do outro lado desse espectro, de acordo com Ricardo Gimenez, sócio-diretor do Grupo Coldwell, que utiliza as mídias sociais para analisar os seus candidatos, independentemente do custo, o fator primordial a favor do recrutamento pelas redes sociais é o tempo que muitas empresas deixam de gastar. Afinal, você tem idéia do tempo e da energia despendidos durante um processo de seleção minimamente complexo e efetivo?

“As redes sociais transformam isso em poucos minutos. Costumamos fazer a análise para saber quem são os nossos candidatos e o que fazem. É fantástico poder conhecer alguém antes mesmo de chamar essa pessoa para um almoço, reunião ou entrevista pessoal”, explica Gimenez.

Em tese, enquanto o Facebook mostra o lado mais pessoal, o Linkedin se encarrega de apresentar a esfera profissional.

Cada detalhe pode fazer a diferença na hora de buscar um emprego. O executivo revela, por exemplo, que um ponto interessante de análise é a participação da pessoa em grupos de discussão no Linkedin, uma vez que “a partir dos comentários, respostas e tópicos aventados, a Coldwell tenta ‘pinçar’ seus talentos”.

Dados de uma pesquisa recente conduzida pela consultoria Jobvite mostrou que, nos Estados Unidos, 95% das empresas consultam o Linkedin ao buscar novos funcionários.

Mas o diretor da Radix, empresa de engenharia e software, Flávio Niemeyer Guimarães, deixa claro que, apesar de facilitar a procura de perfis mais específicos, as redes sociais não podem ser a única opção. “O uso de indicações por profissionais que já estão na empresa é uma ferramenta muito boa também e apresenta ótimos resultados na maioria das vezes”, afirma.

Ricardo Gimenez ainda complementa tal ponto de atenção lembrando que com a evolução da interatividade digital é possível ter a oportunidade de enxergar mais sobre um candidato, seja usando o LinkedIn (no que se refere a aspectos profissionais e acadêmicos), ou no Facebook (para conhecer detalhes mais pessoais). “Porém, usar só uma rede social seria péssima idéia”.

Parece detalhe sem importância, mas...

Um belo dia, ao não gostar de uma foto mal diagramada, o jornalista Tiago Fernandes, na época ainda estudante, resolveu fazer uma crítica diretamente ao editor-chefe de um determinado jornal de São Paulo usando o Twitter. Após alguns poucos tweets, o editor perguntou se Tiago não queria um emprego e foi contratado antes mesmo de se formar.

Para Fernandes, a diferença fundamental neste caso residiu no bom uso da rede social, já que, a partir de uma observação perspicaz, ele encontrou uma oportunidade que muitos não teriam. “Rede social, para mim, é algo bem pessoal, que serve para a pessoa desabafar e mostrar o seu lado mais verdadeiro. Claro que elas são úteis para saber como alguém se comporta, mas não é soberano. No meu caso, o editor não estava atrás de ninguém no Twitter, mas acabou me encontrando sem querer. Aproveitei a chance”, afirma o jornalista.

Já para Gabriel Rossi, estrategista de marketing, diretor da Gabriel Rossi Consultoria, com um mundo cada vez mais integrado e marcado pelas quebras de barreiras entre o on-line e o off-line, é prático e relativamente simples buscar os “rastros digitais” de um candidato na internet. “Isso serve para entender melhor o perfil de comportamento pessoal e profissional e o que ele fala sobre determinado assunto ou sobre a sua área de atuação”.

Porém, vale o alerta: se o recrutador não tiver noções básicas, buscar candidatos pela rede pode ser um processo demorado e pouco frutífero. Rossi explica que o próprio LinkedIn e redes do gênero possuem opções de filtro nas buscas de profissionais que facilitam encontrar um determinado perfil. “Além disso, é preciso entender as plataformas disponíveis e onde o perfil do candidato buscado se encontra para poder agilizar o processo. O ‘DNA’ da empresa e as características comuns de profissionais da vaga em aberto são pontos importantes para ter uma idéia de quais comunidades, redes e tópicos são mais relevantes dentro do que se busca”, completa.

Bom, agora é só fazer o login!

Veja direto da fonte: http://www.ticket.com.br/portal/ticketgestao/gestao-de-pessoas/recrutamento-e-selecao/recrutando-pelas-redes-sociais.htm

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